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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Carreira: No Brasil, falta de profissionais eleva salários a níveis dos EUA

A carência de profissionais especializados em redes e infraestrutura de telecomunicações tem elevado expressivamente os salários dos especialistas nessas áreas no Brasil. Em muitos casos, esses salários se equiparam aos pagos aos profissionais nas mesmas funções nos Estados Unidos. A constatação é de Robert Ruiz, vice-presidente de vendas da HP Networking para a América Latina.
Na visão do executivo, embora faltem profissionais especializados em tecnologias de rede - switching, roteadores, storage, wireless - em todo o mundo, no Brasil essa escassez é maior. "No Brasil vemos uma grande disputa entre as empresas por esses profissionais e isso acaba elevando expressivamente os salários pagos a eles", comenta.
De acordo com uma pesquisa recente da Robert Half, no Brasil, um gerente de infraestrutura e telecomunicações em início de carreira tem salário entre R$ 11 mil e R$ 16 mil. Quando ele tem cinco anos de experiência, a remuneração chega a R$ 19.000 e alcança R$ 23.000 se ele passa mais de uma década na mesma função.
Para tentar amenizar a falta de profissionais especializados em suas tecnologias, a HP lançou no fim do ano passado um programa pelo qual o profissional pode aproveitar a especialização em produtos de concorrentes para obter a certificação HP. "O conhecimento em produtos concorrentes pode ser tranquilamente aproveitado em nossas soluções", garante Carlos Meza, gerente de produtos da HP Neworking para as Américas.
Meza explica que são 15 módulos nos quais a HP oferece especialização nesse modelo. Entre eles estão wireless, switching, data center, comunicações unificadas, roteamento e gerenciamento de redes.
Basta ao profissional interessado se cadastrar no site da HP, nas áreas de ExpertOne e Academia. "Se ele tem a certificação em tecnologia concorrente, seguramente vai conseguir passar nos exames para trabalhar com nossos produtos. A HP está empenhada em ajudar tanto os profissionais quanto o mercado nesse sentido", afirma Meza.

Fonte: IT Careers - Convergência Digital
:: Fernanda Ângelo     :: 09/06/2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Oportunidade: Déficit de profissionais de TI chegará a 750 mil vagas em 2020

O Brasil deve chegar ao ano de 2020 com um déficit de 750 mil profissionais de tecnologia da informação e comunicação. A constatação é do IBCD (Índice Brasscom de Convergência Digital), divulgado nesta quarta-feira, 4/5, em São Paulo. O estudo aponta que a falta de profissionais é crescente: em 2010 o déficit foi de 75 mil profissionais e, até o final deste ano, deve chegar a 92 mil profissionais.
De acordo com Nelson Wortsman, diretor de infraestrutura e convergência digital da Brasscom, as causas para a falta de profissionais vão desde o baixo interesse dos estudantes brasileiros por ciências exatas até a alta evasão dos cursos ligados à tecnologia, passando pela criação de cursos em locais onde não há demanda.
De acordo com o estudo, os cursos voltados a TI cresceram, entre 2002 e 2008, 704%. No mesmo período, o número de inscritos nestes cursos cresceu apenas 380%. “Hoje as universidades oferecem praticamente uma vaga por candidato. Quem prestar, passa”, afirma o executivo. Apesar disso, o percentual de evasão destes cursos gira hoje em torno de 80%.
Wortsman lembra também que muitos cursos – mesmo técnicos – são criados em áreas onde o mercado não tem demanda para profissionais de TI, o que acaba os esvaziando. “Fizemos um trabalho junto ao governo do Estado de São Paulo que corrigiu a criação dos cursos de algumas Fatecs e Etecs”, diz.
Mas o resultado do IBCD aponta que o problema pode ser ainda mais profundo. O percentual de evasão indica que muitos dos alunos que se matriculam nos cursos de tecnologia chegam ao nível superior despreparados. De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média global de investimento em educação por estudante é hoje de US$ 5,2 mil no pré-primário, US$ 6,4 mil no primário, US$ 8 mil no ensino secundário e US$ 8,4 mil no ensino superior.
No Brasil este investimento é de US$ 1,3 mil no pré-primário, US$ 1,5 mil no primário, US$ 1,5 mil no ensino secundário e US$ 10 mil no ensino superior. “Por aqui se investe acima da média global no ensino superior, mas muito abaixo da média nos demais. Os alunos chegam despreparados à universidade”, afirma.
É um problema para a competitividade do País, que hoje tem apenas 10% de sua população entre 25 e 34 anos com educação superior, contra a média mundial de 34%. Na área de ciências e engenharia, os formandos por ano representam apenas 11% do total, contra 39% na China e 26% no México, por exemplo. “A questão é: não faltam cursos, mas precisamos avaliar com urgência onde eles estão e quais as razões da evasão”, diz Wortsman.

Fonte:IT Careers - Convergência Digital
:: Fábio Barros     :: 05/05/2011